Curitiba recebe 16ª Bienal Internacional com mais de 300 artistas de 38 países
A 16ª Bienal Internacional de Curitiba abre ao público no dia 14 de junho de 2026 com o tema “LIMIARES”, reunindo mais de 300 artistas de 38 países dos cinco continentes. A mostra ocupa o Museu Oscar Niemeyer (MON) como sede principal e se estende por mais de dez instituições culturais da cidade, além do sistema de transporte público, com ativações em terminais, paradas e ônibus.
Sob curadoria de Adriana Almada e Tereza de Arruda, a edição propõe reflexões sobre os limites cada vez mais fluidos entre o humano e o tecnológico, o natural e o artificial, o físico e o digital. “Mais do que um conceito, LIMIARES é uma atitude curatorial: habitar a fronteira, permanecer no entre, criar a partir da incerteza”, afirmam as curadoras.
Chiharu Shiota no Olho do MON
O grande destaque da edição é a artista japonesa Chiharu Shiota, referência mundial em instalações imersivas. Ela ocupará o Olho e dois espaços do MON com quatro obras inéditas e site-specific criadas especialmente para Curitiba. A peça principal usará cerca de 300 quilômetros de fios — distância equivalente ao trajeto entre Curitiba e Florianópolis —, tornando-se a maior instalação da artista já realizada na América do Sul. A Bienal realizou chamada pública internacional para incorporar cartas, desenhos e relatos pessoais enviados pelo público à obra.
Também se destacam o espanhol Max Esteban, com trabalhos em fotografia e videoarte que criticam a condição humana frente à tecnologia, e o chinês Xia Hang, conhecido por esculturas mecânicas interativas de aço inoxidável que mesclam estética cyberpunk e ludicidade.
Curadoria internacional
A edição conta com equipe internacional de curadores convidados. O hispano-argentino Ferran Barenblit, ex-diretor do MACBA de Barcelona, assina junto a Almada a exposição de Max Esteban. As curadoras chinesas Xiao Ge e Windy Lv trazem um olhar sobre arte, tecnologia e cultura visual asiática. O italiano Massimo Scaringella assina o eixo “Rifrações”, com videoarte de artistas mulheres da Guiana Francesa, África e Albânia. O norte-americano Royce W. Smith responde pelo eixo “Camuflagens”, sobre percepção e construção da realidade.
A Bienal pela cidade
Além do MON, a programação passa pelo Museu Paranaense, Museu da Imagem e do Som do Paraná, Museu Alfredo Andersen, Museu da Fotografia, Museu da Gravura, Museu de Arte Indígena e Museu Municipal de Arte. A partir de 16 de julho, obras de videoarte serão exibidas nas telas do sistema integrado de transporte, com ações em realidade aumentada em terminais e estações-tubo da cidade.
A Bienal segue até 15 de novembro de 2026. Ingressos no MON custam R$ 36 (inteira) e R$ 18 (meia-entrada), com entrada gratuita às quartas-feiras e no último domingo de cada mês.