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Dia do Cachorro-Quente celebra o lanche que conquistou os brasileiros

Por Deyse Carvalho
cachorro-quente

O Dia do Cachorro-Quente, celebrado em 9 de setembro, é a data dedicada a um dos lanches mais populares do mundo. A história começou no fim do século XIX, quando o imigrante alemão Charles Feltman passou a vender salsichas no pão em Coney Island, nos Estados Unidos. No Brasil, o clássico ganhou novas versões e se tornou parte da rotina, afinal, quem nunca parou numa barraquinha para matar a fome com um dogão?

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A força do lanche aparece também nos números. Segundo a Scanntech, de janeiro a julho de 2025, as vendas de salsicha cresceram 11,6% em faturamento no varejo, enquanto a batata-palha, um dos acompanhamentos preferidos, teve queda em volume, mas segue firme como item quase obrigatório no carrinho do consumidor. Refrigerantes e molhos de tomate também estão entre os produtos mais comprados junto do sanduíche, reforçando a tradição de que o dog raramente vem sozinho.

Mas é na diversidade de versões que o cachorro-quente mostra todo o seu charme. Em São Paulo, a combinação de purê de batata, queijo ralado e batata-palha se tornou um clássico. No Rio de Janeiro, o destaque vai para a simplicidade do vinagrete com ovo de codorna. Em Minas Gerais, o molho de tomate e o milho na espiga são indispensáveis, enquanto no Paraná, a carne moída aparece como ingrediente extra que dá ainda mais sustância ao lanche. No Sul, não falta quem acrescente chucrute, influência das tradições germânicas.

Em Curitiba, o cachorro-quente é praticamente patrimônio público. Segundo a Prefeitura, a cidade tem cerca de 477 pontos legalizados para venda do lanche à noite, muitos com décadas de história. Alguns bares também mantêm a receita como parte da memória curitibana, caso do Bar Mignon, na Rua XV, que serve a versão clássica com “vina”, como os curitibanos chamam a salsicha.

Essa paixão se traduz até em histórias de recorde. Elizeu, responsável pelo Dog do Zeu, prepara o sanduíche desde os seus 12 anos de idade e herdou a profissão do pai. O seu ponto, no Bacacheri é um dos favoritos na cidade, e já chegou a servir mil cachorros-quentes em uma única noite. Sinal de que, independentemente do recheio, o lanche segue sendo símbolo de tradição e rapidez.

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