Patrocinado
Cinema

Olhar de Cinema segue encantando adultos e crianças com narrativas únicas de um país tão plural

Por Deyse Carvalho
olhar de cinema nosso tempero

Curitiba é a casa do cinema durante esta semana. Até o dia 13 de junho, a cidade está vivendo o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, com sessões em 4 espaços culturais daqui. No domingo, 07 de junho, fui conferir o que havia de bom na Auditório Poty Lazarotto, no Museu Oscar Niemeyer, uma das salas de exibição do evento.

Quer saber o que acontece de saboroso na cidade? Confira aqui!

Para minha sorte, a mostra que acontecia naquele domingo de sol era a Pequenos Olhares, dedicada à curtas e longas infantis. Conferi duas sessões. A primeira com quatro curtas e a segunda do longa-metragem de Priscilla Kelen, Papaya.

Durante a apresentação dos realizadores, o diretor de Aterro Zeitgeist Kapel Furman elogiou o festival por dedicar um braço de sua programação ao cinema infantil, e concordo com ele, já que é nesses momentos que criamos pequenos seres humanos com a consciência imersa na arte. Para além disso, as vezes é só através do olhar infantil que os autores revelam suas ideias mais fantásticas.

Aterro Zeitgeist. Foto: Divulgação

E foi isso que aconteceu no filme de Furman. Com uma das técnicas de animação mais democráticas, o stop motion, o filme curitibano trouxe com poucas palavras e muitos símbolos a realidade do consumismo desenfreado e da importância da preservação. Ao escolher personagens antropomórficos ao invés de humanos propriamente ditos, o criador tira o estereótipo o vilão poluidor, que na verdade pode ser qualquer um de nós. E claro, também deixa os defensores do natural ainda mais diverso, mostrando que ele pode ser qualquer um feito de ingredientes de verdade.

Também curitibano, Ecos do Amanhã seguiu pelo mesmo caminho. Desta vez em uma curtíssima antologia, o filme, de um estilo de animação “fofinho”, descrito assim pelo seu roteirista Walkir Fernandes, traz à tona o desequilíbrio climático, a produção desenfreada de embalagens e um futuro possível onde a falsa natureza se torne realidade.

Apesar de ter o amanhã no título, o filme se revela bem atual. A produção também critica a audiência na figura da abelhinha, que apesar de ver horrores acontecendo na sua tela, ao desligar a TV segue tranquilamente com sua vida.

Nosso Tempero. Foto: Divulgação

Valorizando o que é único, Nosso Tempero foi criado por estudantes da Escola Municipal João Vitor, de Lagoa Nova, no Rio Grande Do Norte. Com a ajuda da Equipe Anima Azul, de Vitória, no Espirito Santo, os alunos misturam o real com o animado contando histórias tão próprias que emocionam.

A produção talvez tenha sido a mais interessante da mostra, já que é centrada em uma máxima que me apego muito que diz que todo mundo tem uma história para contar. E se não neste filme, onde iríamos escutar o conto da menina que odiava caju mesmo vivendo ao redor dele?

Fechando a sessão dos curtas, assistimos Kika Não Foi Convidada, baseado em uma história real. Apesar de a história ter começo meio e fim e os atores mirins roubarem a tela, a impressão que deu ao final da sessão foi que tudo era apenas um trailer e Kika ainda tinha muito mais para contar.

Kika Não Foi Convidada. Foto: Divulgação

Por outro lado, Papaya, se estendeu um pouco demais. O filme é um banquete para os olhos, com cores vívidas e formas simples, Priscila imagina um pomar alegre e cheio de vida. Nas andanças da sementinha  em busca de seu sonho de voar, ela se depara com tudo: joaninhas, grilos, libélulas e gafanhotos. Experiencia de perto o veneno dos agrotóxicos e da produção em massa daquilo que deve ser colhido sem pressa.

A produção sem texto mas que fala muito com o olhar, se estende um pouco em algumas cenas mas o que tirou a mágica para mim foi um detalhe musical. Mesmo assim, cada minuto do filme é singular e válido.

Depois daquele tarde, ficou nítido o quanto o Olhar de Cinema é um presente para cidade. Para nossa sorte, o festival permite que crianças e adultos passeiem por Curitiba até Porto Velho, passando por Moçambique e São Paulo sem ao menos sair do lugar.

Foto: Divulgação

Serviço – 15º Olhar de Cinema

Quando: até 13 de junho de 2026 (sábado)

Onde: Cine Passeio (R. Riachuelo, 410 – Centro); Teatro da Vila (R. Davi Xavier da Silva, 451, Cidade Industrial de Curitiba); MON (R. Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico); e na Cinemateca de Curitiba (R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 – São Francisco).

Programação completa no site

Ingressos: a partir de R$ 8 (meia-entrada)

Publicidade

Você também pode gostar