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Desembucha

O delivery vai mudar. Você está preparado?

Por Vinicius França
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por Vinícius França

O delivery deixou de ser coadjuvante faz tempo. A última prova disso veio com o anúncio do iFood: R$ 17 bilhões em investimentos nos próximos anos e a meta ousada de chegar a 200 milhões de pedidos por mês. Isso mesmo, por mês. É o tipo de número que mostra que o jogo mudou de vez. Se ainda tem restaurante tratando o delivery como um detalhe, é hora de rever a receita antes que seja tarde.

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O consumidor não quer só praticidade, ele quer uma experiência completa. Agilidade, pedidos personalizados, tecnologia na palma da mão e, claro, comida que chegue do jeito certo. Não adianta caprichar no prato se ele não aguenta o transporte. Aquele ovo frito perfeito pode virar frustração se chega frio e sem graça. É por isso que pensar em um cardápio adaptado para entrega é quase tão importante quanto o sabor em si: tem que funcionar, tem que dar vontade de pedir de novo.

E a competição não para de crescer. O 99Food voltou com R$ 1 bilhão em investimentos e dois anos sem taxa para restaurantes. A chinesa Keeta desembarcou no Brasil prometendo R$ 5,6 bilhões e apoio direto aos estabelecimentos. Enquanto isso, iFood e Uber decidiram se juntar para ampliar serviços. Ou seja, a briga entre aplicativos está cada vez mais acirrada. Mas, no fim das contas, o cliente não vai escolher só pelo app: vai pesar quem oferece promoções, fidelização e um atendimento que realmente faz diferença.

O futuro do delivery é digital, rápido e competitivo. Só que a pergunta que fica é: será que todos os restaurantes estão preparados para isso? Quem não acompanhar a mudança corre o risco de desaparecer do cardápio do consumidor. Porque no novo cenário, não basta cozinhar bem. É preciso atualizar a receita para continuar servindo.

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