Geração Z bebe menos. Chegamos ao declínio do álcool?
por Vinicius França
A relação dos brasileiros com a bebida está mudando, e rápido. Uma pesquisa Datafolha, mostrou que quase metade da população (49%) não consome álcool, e entre os que bebem, 53% reduziram o consumo no último ano. É uma virada significativa, que reflete um comportamento cada vez mais consciente e que encontra eco, sobretudo, na Geração Z. Segundo dados publicados pela Exame, 55% dos jovens dessa faixa etária já não bebem nada de álcool, e quase metade dos que ainda consomem dizem querer diminuir.
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O resultado dessa mudança é visível nas prateleiras e nos cardápios. A chamada geração saúde não está interessada em uma cervejinha despretensiosa no fim de semana: prefere opções sem álcool, funcionais e até energéticas. A própria Exame destacou que as marcas já estão atentas a esse público, investindo em bebidas que unem sabor, inovação e bem-estar. Em 2024, o a produção de cervejas sem álcool cresceu em 537%, segundo dados divulgados pela CNN Brasil. E isso é só um começo.
Essa transformação traz um desafio direto para bares, restaurantes e até deliveries: será que o cardápio está preparado? Não adianta oferecer apenas água e refrigerante, quando o público busca opções autorais, mocktails bem elaborados, chás fermentados e bebidas funcionais que unam sabor e saúde. Quem não acompanhar a mudança pode acabar ficando para trás em um mercado que já entendeu que o futuro pode ser, sim, sem álcool.
O que antes parecia exceção agora começa a virar regra. O álcool deixou de ser protagonista, mas o ato de brindar continua vivo. Não é o fim dos bares, é apenas o começo de uma nova cultura de beber.