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O que mais marca uma viagem: a comida ou um museu famoso?

Por Vinicius França
viagem comida

Quando você pensa em uma viagem inesquecível, o que vem primeiro: a foto no museu famoso ou a lembrança de um prato típico que ficou na memória? Cada vez mais, a resposta passa pela mesa. De acordo com uma pesquisa da Booking.com, 69% dos brasileiros já escolhem seus destinos pensando na experiência gastronômica. A comida, que antes era vista apenas como complemento, virou motivo central para arrumar as malas.

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E os números reforçam essa tendência. Segundo a ONU Turismo, turistas chegam a gastar um terço de todo o orçamento da viagem com comida e bebida. Ou seja, a gastronomia deixou de ser detalhe e passou a ser parte essencial do roteiro. Museus continuam sendo símbolos culturais relevantes: o Ministério do Turismo registrou que 820 museus brasileiros receberam 25,5 milhões de visitantes em 2019. Mas eventos gastronômicos conseguem concentrar grande público em poucos dias, movimentando também a economia local. O Taste São Paulo atraiu 72 mil pessoas em nove dias, enquanto o Rio Gastronomia chega a receber até 100 mil visitantes por edição.

O caso de Lima mostra até onde isso pode ir. A CNN Brasil lembra que em 15 anos a cidade construiu uma identidade clara como capital gastronômica da América Latina. Restaurantes premiados como o Central, eleito o número 1 do mundo em 2023, e o Maido, em 2025, colocaram o destino em evidência, enquanto a feira Mistura chegou a reunir 420 mil visitantes em apenas dez dias. A gastronomia, nesse caso, não só acompanha a viagem, mas passa a ser o motivo dela acontecer.

Esse poder vem do fato de que a comida é experiência. Enquanto o museu convida à contemplação, a gastronomia envolve todos os sentidos. Além disso, a culinária tem força para se tornar motor de desenvolvimento urbano e para consolidar a identidade de um destino. Nesse encontro entre cultura e paladar, a viagem ganha outro sabor: a memória não fica só na fotografia, mas também no prato.

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